tento escrever e dissolver em letras o que me consome
O contacto falha... O cheiro desmaia e a tua pele não está na minha... Perco a noção do tempo... Fico à deriva no espaço e perco-me... Mas sei que é ai, em baixo de pedras quentes e leves como penas, que me quero afundar e descansar em paz a minha alma; que te encontro, que me deixo levar pela magia que encandeia, que faz fluir... Onde me perco e quero ir... Onde tu estás...
Onde estás tu? Onde estou eu?
Curo feridas, ato os pulsos... Ganho calos e defesas fúteis... Invisto e insisto em mim, mas caio... Rastejo pelas ruas e procuro memórias de ti... Pedaços de nós... Peço à lua que te lembre de mim... Peço ao vento que me traga o teu cheiro... Rasgo a minha pele à procura da tua...
E a magia que envolve, devolve um fumo azul... Uma bolha que esteve para existir, mas que rebentou... Restos de alguma coisa que esteve para acontecer, mas que fez por se perder...
Começo a abandonar as asas, transformo-me numa imagem que desconheço e atiro setas ao cupido por me ter enganado mais uma vez.
as lágrimas eram quentes...
Parafuza

1 Comments:
Vejo então que voltaste a escrever... fantastico, teu . Obrigado pelo teu post;) Fomos e seremos sempre nós onde a escrita é o nosso refugio. Que as nossas depressoes estejam apenas e sempre AQUI, no nosso blog. Je t´aime!
Lady die
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